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CHAFARIZ SERÁ RESTAURADO E VOLTARÁ A FUNCIONAR

 

O histórico Chafariz da Praça São Joaquim, ícone emblemático de Conceição do Mato Dentro, será restaurado e reativado. A ação faz parte do Plano de Trabalho do Conselho Municipal de Patrimônio Cultural.
O monumento integra o acervo do conjunto arquitetônico da Praça São Joaquim e do Centro Histórico do município, e graças à sua importância foi reconhecido como bem de relevância nacional, tombado nos anos de 1960 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN/MG.
O restauro foi estimado no valor de R$131.144,63 (cento e trinta e um mil, cento e quarenta e quatro reais e sessenta e três centavos) e será realizado com o recurso proveniente do Fundo de Patrimônio Cultural do município. Serão 4 meses de trabalho para que o bem possa voltar a fazer parte do cenário da cidade.
Esta é uma importante contribuição para a recomposição da cultura e da história desta terra.
Análise histórica:
Construído por iniciativa do cônego Bento Alves Gondim e do comendador Joaquim Bento Ferreira Carneiro, o chafariz em pedra-sabão da Praça D. Joaquim foi inaugurado a 22 de abril de 1825 – “quarto ano da independência” -, como se lê em inscrição gravada na sua base. Este conjunto escultórico veio substituir no local, o velho pelourinho que ali existia desde 1719. O projeto e a execução da escultura ficaram a cargo do mestre José Caetano, e os serviços de assentamento e canalização, ao mestre Carlos Jose da Silva.
Até meados de 1942, o tanque quadrilátero do chafariz apresentava segundo descrição do historiador Geraldo Dutra de Morais, quatro assentos na parte inferior “para descanso dos recipientes, todos chapeados com gatos de ferro ligados com chumbo”, tendo o centro forrado “com pedras lavadas de modo a não permitir minar água”. Atualmente, o tanque apresenta-se modificado e revestido externamente por pedras à vista.
Descrição:
A estrutura escultórica do chafariz é constituída de uma coluna com cerca de 3,30 m de altura, torneada e composta de duas partes. Na parte inferior encontram-se quatro figuras de corpo inteiro, com a cabeça em forma de gárgula, dispostas como atlantes que sustentam às costas o pedestal onde se apresenta de pé e ao alto a figura do “guerreiro guarani” que mede 0,80 m de altura. A figura indígena se apresenta “com as mãos na cintura, olhar para o alto, vestida com pequeno saiote e manto que rasteja até os pés, e adornado com colar, brincos de argola e cocar de plumas.” (Barroco 16, Minas Gerais – Monumentos históricos e artísticos, circuito do diamante. Fundação João Pinheiro, 2ª edição, Belo Horizonte, 1995). As figuras dos atlantes, em forma de gárgulas, medem 0,57 m de altura, mostram-se nuas, suspensas no ar e têm a boca aberta com ambas as mãos, marcando o local por onde jorra a água que alimenta o chafariz.
Pela peculiaridade da sua forma e originalidade na sua execução, o Chafariz da Praça Dom Joaquim pode ser considerado um dos mais belos exemplares do gênero existentes em Minas Gerais e no Brasil. O monumento integra o acervo do conjunto arquitetônico da Praça Dom Joaquim e do Centro Histórico do município de Conceição do Mato Dentro, e pela sua importância foi reconhecido como bem de importância nacional, tombado pelo IPHAN já nos anos 1960.
Gestão 2017 | 2020 – Juntos por um novo tempo.
Foto: Jornal Fala CMD.

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