Brejaúba

Brejaúba era uma pequena vila situada entre coqueiros, chamada até então de Baixada do Goiabal. Mas, devido à enorme quantidade de coqueiro brejaúba, originou-se o nome da vila. Foi fundada por Augusto Pereira de Castro, que construiu a primeira igreja, onde hoje é o cemitério. Era tão pequena que se tocava o sino do lado de fora. Augusto de Castro também foi o primeiro oficial do Registro Civil, e foi ele quem registrou o primeiro óbito datado de 14 de janeiro de 1896.

O Capitão Militão Teixeira de Leão, coronel muito rico, que ali vivia, doou as terras para São José e mandou construir a atual igreja, que leva o nome do santo, com a porta e o altar-mor voltados para a sala de sua casa, de onde ele assistia às missas. O sino que existe na igreja, hoje, foi uma doação do Imperador do Brasil, Dom Pedro I, sendo o prêmio conferido na “Exposição Nacional de 1861” (esta inscrição consta no referido sino).

Brejaúba ficou conhecida desde 1923, pelas suas riquezas minerais, quando o inglês Kalmon e o português Anderson, fazendo pesquisas à procura de mica, descobriram as águas marinhas. Contam os antigos que “cargueiros” carregados de pedras preciosas saíam daqui, não se sabendo até hoje seu destino. A partir de então, várias companhias, empresas e garimpeiros exploraram as lavras, especialmente a da Posse, considerada a mais importante e citada nos livros de geologia com uma das grandes ocorrências de águas marinhas do Brasil.

Hoje a localidade tem 702 habitantes (Censo 2010/IBGE) e, quanto à idade, estima-se que o distrito tenha aproximadamente 145 anos, de acordo com os registros do cartório civil (dado atualizado em 2012).

Fontes: Cartório de Registro Civil de Brejaúba; Arquivos antigos do cartório; Informações de pessoas mais idosas. Livro: As Pedras Preciosas – Autor: Rui Ribeiro; Diagnóstico socioambiental da Agenda 21 Local de Conceição do Mato Dentro – MG

Atrativos Histórico-Culturais de Bejaúba

Como chegar: Distância da sede: 70km

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