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Conjunto Arquitetônico do Povoado do Cemitério do Peixe

“O Cemitério do Peixe surgiu a partir de uma fatalidade”, conta dona Carlota de Oliveira Brandão, filha de Olímpio Rodrigues Vieira e de dona Carlota Antônia de Oliveira, viúva do senhor José Gonçalves Brandão, moradora do local. Há aproximadamente 200 anos, ia um padre chamado Peixe em viagem a partir de Santana de Pirapama e com destino a cidade de Conceição do Mato Dentro. A viagem era longa e apresentava certos perigos. Caiu enfermo o pobre padre e no local veio a falecer. Ali mesmo foi enterrado. No local, sua tataravó mandou construir o cemitério delimitado por alvenaria baixa de pedras.

A lápide dos fundadores do cemitério pode ser observada logo na entrada. O atendimento nas cerimônias religiosas na capela e no cemitério é feito atualmente pelo Padre Carvalhais, da cidade de Gouveia. Este fato se justifica pela maior proximidade e facilidade de acesso a partir daquela cidade. O jubileu realizado no povoado já tem mais de cem anos.

O entorno do cemitério é composto de uma capela na parte de cima, de São Miguel das Almas e de um grande conjunto de pequenas casas de romaria, isoladas, soltas no terreno, de forma espontânea, em terreno gramado. Além do entorno imediato, pode-se observar o rio Paraúna logo abaixo, formando uma curva e uma paisagem de serras que envolvem toda a redondeza, sendo possível avistar as montanhas das proximidades de Diamantina.

As casas permanecem fechadas e desocupadas ao longo do ano, sendo utilizadas apenas durante o Jubileu, no mês de agosto. Apenas duas casas próprias, fora do entorno imediato do cemitério, encontram-se ocupadas regularmente.

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Prefeitura Municipal de Conceição do Mato Dentro-MG